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Tá difícil? Tá, mas a gente não vai desistir! – Edição #2: Seguindo o baile

Tá difícil? Tá, mas a gente não vai desistir! – Edição #2: Seguindo o baile

Como conseguem? Como não desistem? Como continuam? O que fazer com os apertos diários? Não fecha a janela, não! A gente trouxe mais tópicos sobre as dificuldades do empreendedor favelado pra você entender mais desse universo criativo e cheio de esperança.

6. Eu existo!
Os clientes foram encontrados, eba! Mas e agora? Saber todo mundo fica sabendo, e como fazer com que eles comprem? Além de fazer o negócio sair do anonimato, as divulgações também servem para que o público faça o dinheiro entrar no caixa. E vale de tudo. Além de chamar os amigos e conhecidos, dá pra pedir que eles façam um leve boca a boca por aí, levando o nome do negócio pra mais longe.

Parcerias também acontecem muito, assim como os cartazes nos muros e nos postes – quem nunca viu um lambe-lambe lindo e ficou com vontade de ir lá conferir o que está sendo anunciado? E a velha rede social é sempre uma mão na roda. Mesmo o pessoal que ainda não sabe mexer muito bem na internet sabe se virar nas redes e formar um bom público consumidor.

7. Deu ruim e agora?


É bem frequente se lançar no mercado e as coisas desandarem depois de um tempo (ou mesmo no começo!). E isso acontece por quê? É que aquilo que a gente acha que vai ser não é o que realmente é. A procura pode mudar por muitos motivos e a pessoa tem que ficar bem esperta! Se o mercado e o público exigem outra coisa, vou ter que mudar tudo?

Às vezes, sim. Mas mudar de estratégia também pode ser uma solução eficaz. Se o público ideal não é aquele que está consumindo, então tem que correr atrás mais um pouco. Se o produto é lindo, maravilhoso, mas não tem algo essencial que os clientes procuram, vai ter que adaptar. Ouvir o que eles têm a dizer – o que falta, o que pode melhorar – é algo que constantemente o pessoal do morro faz, porque entende que as necessidades dos consumidores precisam ser compatíveis com o que vendem.

8. Bora, time!


Alguns negócios precisam de mais gente e ir atrás dela também pode ser complicado. Sem muitos recursos, ainda mais no início, é difícil encontrar quem queira ficar e acreditar junto. Mas aparece? Opa, claro! O pessoal nem sempre pode pagar o ideal, mas sabe valorizar as qualidades dos funcionários, ainda mais se entende que ali dentro todo mundo precisa pegar junto. Uma boa equipe sabe que os problemas não podem cair somente em uma pessoa, por isso as soluções são pensadas em conjunto, sempre valorizando o coletivo. O pessoal é craque numa amizade bonita, viu?

9. Mas eu não sei jogar!


A probabilidade de o negócio nascer e ser o único da região é muito baixa e isso acontece porque o mercado é competitivo – quem vê um dando certo, vai seguir o exemplo e, de repente, tem dez negócios vendendo a mesma coisa, cada um do seu jeito e cada um tentando superar o outro. E isso é ruim? Não, claro que não! É ótimo, sabe por quê? É que significa que existe público e que a valorização do serviço é grande. Mas como se destacar se sou apenas mais um? Ah, lembra do diferencial? Agora você tem que montar uma estratégia para vendê-lo. Opa, vieram os interessados? Que tal oferecer um desconto, ou um mimo?

Conquistar o cliente em meio ao agito do mercado, que faz pipocar cada vez mais gente com ótimas ideias, é doido. Mas, ainda mais doido, é fidelizar essa pessoa – fazer que com ela fique, volte e não se bandeie para outros lados. Ou seja, ela é fiel a você e ao que você oferece. O bom atendimento e o tratar com carinho e amizade são um ponto superforte nas comunidades, que sempre fazem todo mundo voltar. O bom relacionamento é a melhor dica que todo mundo tem para ser amigo do cliente.

10. Fazendo o baile


Os altos e baixos vão acontecer. E como driblar quando tudo estiver desmotivador? Acreditar mais ainda! É difícil, porque existem outras coisas por trás disso. Às vezes, são a falta de visibilidade e o preconceito. A gente sempre quer que alguém acredite na gente, né? Mas, antes de tudo, a gente tem que acreditar primeiro. Executar a ideia é a partida para uma nova vida e para o protagonismo. O famoso vai lá e faz. Muita gente tem feito, apesar dessa montanha-russa que é o empreendedorismo. E não é que tá dando certo? Dá sempre pra dançar um pouco e recuperar a esperança no que se acredita.

Ficou mais fácil de entender o que acontece por trás dos sorrisos e dos vamo que vamo, né? Os besouros continuam voando e fortalecendo ideias lindas – apesar e por causa das pedras pelo caminho.

*Agência Besouro / Redatora: Marina Spim

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