Histórias de Lacrimejar

Pedalar para “turistar”

Pedalar para “turistar”


E se o famoso city tour durante uma viagem pudesse ser realizado pedalando e não dentro de um ônibus? É isso que o Carlos Oliveira, 37 anos, de Queimados (RJ), busca com o Greenbike Serviços Sustentáveis, sua ideia impulsionada pelo Bike Negócio.

Carlos decidiu apostar na área de ecoturismo courier no início de 2018, porém não conseguiu dar continuidade. Então, procurou o curso para retomá-lo com força total. “O projeto prevê a utilização de bicicletas de bambu para que as pessoas possam conhecer a cidade pedalando nelas”, explica.

Porém, ele não deixou a peteca cair: foi atuar apenas como courier porque a necessidade de ganhar dinheiro batia à porta. “Eu peguei a minha bicicleta, fiz algumas camisetas e uns panfletos e comecei a distribuir de casa em casa divulgando. Caso as pessoas quisessem comprar alguma coisa e não pudesse sair, eu estava disposto a comprar o produto para ela, entregar na casa dela e ela pagava uma taxa”, conta.

Agora, a vontade é retomar a ideia da bike para promoção de turismo. “A região tem forte vocação ao turismo e ao ecoturismo. A ideia é produzir bicicletas de bambu para poder levar as pessoas conhecerem a cidade pedalando. Estamos trabalhando também muito forte a questão da bicicleta na cidade”, relata. Para aprender o passo a passo na fabricação da bicicleta de bambu, haverá um workshop em janeiro.

A bicicleta surgiu na vida de Carlos a partir da necessidade de se deslocar para o trabalho, no centro do Rio de Janeiro, uma vez que não tinha dinheiro para pagar a passagem, pois estava a três meses sem receber salário. “Comecei a ir de casa ao trabalho, pedalando cerca de 60 km por dia”, confidencia.

Em relação ao curso de empreendedorismo, ele não hesita em dizer o quanto o ajudou. “O curso foi importante, pois abriu oportunidade de obter conhecimento de gestão financeira, planejamento, estratégia de marketing e negócios”, declara.

Outra iniciativa de Carlos é o projeto “Pedalando para o futuro”, o qual capacita jovens em situação de vulnerabilidade social em mecânica de bicicleta. Funciona assim: bikes abandonadas são coletadas, reparadas em sala de aula e disponibilizadas por meio de um sistema de compartilhamento para os moradores de um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida.

O projeto foi um dos 150 projetos selecionados no país que propõem soluções para o desemprego e a mobilidade, custará R$ 30 mil e será subsidiado pelo Fundo Socioambiental Casa, em parceria com o Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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