Histórias de Lacrimejar

Pedalada cor-de-rosa

Pedalada cor-de-rosa

Lugar de mulher é também andando de bicicleta. Cezar Librelon, 61 anos, de São Paulo (SP), não só defende essa ideia, como resolveu colocar o pé no pedal e ajudar a disseminá-la. Assim, nasceu o Bike Rosa, impulsionado agora pelo Bike Negócio.

Tudo começou na ONG Bike Anjo, onde Cezar é voluntário há dois anos. Patrocinado pelo Itaú, o projeto ensina pessoas de todas as idades a pedalar. No voluntariado, ele percebeu que diversas mulheres apresentavam traumas ou bloqueios em relação ao uso da bicicleta.

“Tem casos de quem tentou aprender e caiu ou de pais que impediam a mulher de andar de bicicleta, dizendo frases como ‘isso é coisa de homem’, uma cultura antiga aonde mulher e montaria não combinam. Hoje eu vejo que esse público pode ser atendido de uma forma oficial. Assim nasceu o Bike Rosa”, destaca. O seu objetivo principal é ensinar a utilizar a bicicleta de uma forma segura na cidade e na estrada.

O Bike Rosa não tem uma faixa etária estipulada, mas ela se enquadra principalmente entre mulheres de 40 e 60 anos. “Já tive alunas de 70 anos, 30 anos, é aberto para qualquer idade”, conta. As aulas ocorrem nos horários escolhidos pelas alunas.

Antes, os briefings iniciais são feitos presencialmente. “Eu faço o roteiro a partir do nível da aluna. Podemos ir pelas ciclovias, onde é mais seguro, ou com as mais avançadas nós vamos pela estrada. Fazemos passeios curtos aqui por perto de São Paulo”, acrescenta.

Alguns dos locais já visitados são Embu das Artes e Riacho Grande. Com uma aluna, eles chegaram a ir ao Parque Estadual Serra do Mar e ao Guarajá. Tem aquelas que optam por pedaladas pelos mais de 70 quilômetros de ciclovias no litoral paulista. Sempre com as bikes em ordem, claro! Cezar também tem conhecimento em primeiros socorros, para dar segurança à aluna.

Ao longo dos anos, Cezar usou a bicicleta revezando com o carro e transporte público. “Ela sempre fez parte da minha mobilidade. Hoje, eu só uso a bicicleta, porque todas as minhas atividades, incluindo o meu trabalho, são no mesmo bairro que eu moro, então consigo só usar a bike”, revela. Em emergências, dias de chuva ou longas distâncias, ele opta pelo veículo próprio ou ônibus.

Uma das metas para o futuro é ter um espaço físico que funcione como uma sala de aula, onde Cezar possa dar um treinamento completo, incluindo a parte teórica, mecânica, manutenção e o desempenho físico, que é a pedalada em si. O know-how vem da aviação, área em que o ciclista trabalhou por anos.

A divulgação do Bike Rosa é feita em grupos de ciclistas que Cezar participa e também no Instagram. “Pretendo em breve confeccionar cartões de visita”, planeja. Outro projeto que Cezar quer desenvolver em futuro próximo é o Bike Azul, voltado ao público masculino.

Conhecimento sobre empreendedorismo ele já tem de sobra. “Eu não tinha nenhuma noção de administração, de como montar um negócio, porque a minha vida inteira eu fui funcionário. Então, está me ajudando como uma forma de me alertar sobre ter organização, fazer fluxo de caixa, essas coisas. Me ajudou a organizar minhas ideias, para fazer tudo da maneira certa e com ordem”, completa.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

https://www.instagram.com/bike.rosa/

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