Histórias de Lacrimejar

Para se vestir com atitude

Para se vestir com atitude

Faz tempo que se vestir deixou de ser apenas se vestir. Hoje, a roupa que usamos diz muito de quem somos e no que acreditamos. É uma forma de expressão, afinal. Assim também pensa Gabriel de Oliveira, 31 anos, de Gravataí (RS), aluno da primeira turma do curso Diversidade Empreendedora, que aconteceu em Porto Alegre, e dono da loja Polvo.

A vontade de participar da capacitação surgiu, conforme Gabriel, porque ele gostou da iniciativa de se tratar de um curso voltado à diversidade. Além disso, estava a fim de aprimorar as suas características empreendedoras. “Organizar de uma melhor forma a minha ideia de negócio e fazer network também, conhecer pessoas novas, ideias novas e talvez daí fazer surgir parcerias legais”, explica.

A marca, que existe há cerca de três anos, é responsável pela criação, confecção e venda de camisetas com estampas de séries, filmes, literatura, humor, empoderamento LGBT e feminino. “A loja estava parada, mas agora retornei”, conta. O marido, Lucas Costa, é sócio de Gabriel.

O jovem empreendedor conta que sempre gostou de desenhar, desde criança, por isso acabou optando por fazer Publicidade e Propaganda quando chegou à universidade. Porém, o mercado de trabalho depois da formatura mostrou-se menos atraente do que parecia. “A área é bem complicada, muito competitiva e desgastante”, diz.

Como sempre gostou de cultura pop e de customizar camisetas para si mesmo, acabou percebendo que estava aí uma boa ideia de negócio. “Na época que iniciei, estava sem emprego e estava difícil conseguir recolocação. Cheguei a fazer mais de 30 entrevistas! Agora, novamente estou sem emprego, então resolvi voltar com a loja. A ideia sempre foi empreender, mas às vezes acaba sendo difícil sem conhecimento e sem dinheiro também”, destaca.

O objetivo do besouro, depois do empurrão dado pelo curso com a metodologia By Necessity®, é fazer a loja engrenar. E já começou: reestruturou a loja com foco nos ensinamentos do curso, começou a criar estampas novas e elencou parcerias com artistas e influenciadores digitais que abordam os mesmos temas que ele. A primeira já está definida: será com a maquiadora e colega de curso Leona Menezes. “Vou dar algumas peças para ela fotografar usando e postar linkando a loja nas redes sociais dela. Vamos trocar divulgação”, conta.

Para Gabriel, os conteúdos que abordam a parte financeira foram essenciais, porque é onde ele tem mais dificuldade. “Foi ensinado de forma bem prática e dinâmica”, pontua. Agora, só falta aumentar as vendas! A meta estipulada é vender 10 camisetas por semana. Para se destacar, além da criatividade e do foco no público-alvo, ele embarca nas febres do momento. “Faço muita estampa com meme”, diz.

Ficou curiosa(o) do porquê do nome da loja? Gabriel conta que queria um nome em português que tivesse uma boa sonoridade e que fosse um nome de animal, por acreditar que passa uma ideia de força. A escolha foi polvo! “É um animal exótico e um dos mais inteligentes. Além disso, a ideia é ampliar as vendas para canecas, bottons, etc. E os tentáculos simbolizam isso: novas possibilidades”, acrescenta.

E tem mais: o lucro das vendas de algumas estampas é revertido para ONGs que ajudam pessoas menos favorecidas, algumas sendo 100% do valor repassado e outras uma porcentagem. A primeira foi uma estampa da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Camisetas com essa estampa têm 100% do valor doado para ONGs sugeridas pelo site de Marielle. Em Porto Alegre, a ideia é fazer uma parceria com a Casa de Referência da Mulher - Mulheres Mirabal, a partir do lançamento de uma estampa que retrate o empoderamento feminino.

O publicitário considera o curso Diversidade Empreendedora uma iniciativa importante, porque, segundo ele, é muito comum o público LGBTQI+ sofrer preconceito no mercado de trabalho. “As pessoas muitas vezes consideram preconceito apenas violência física ou verbal direta, mas não é apenas isso. O preconceito tem muitas camadas. As vezes é um olhar, uma palavra dita diferente ou ser invisibilizado. A gente conhece e vê o preconceito no dia a dia”, expõe.

Gabriel diz ainda que, muitas vezes, o crescimento nas empresas é podado porque não querem um gay, uma lésbica, um negro ou uma mulher em posições de poder. “Isso aumenta ainda mais quando se trata do público trans. Acontece muito do preconceito barrar inclusive a inserção na empresa. Já está ali na seleção, na entrevista de emprego, e é simplesmente cortado”, desabafa.

Para evitar essas situações, ele complementa, muitos optam por empreender. “É o meu caso e acredito que de muitos dos meus colegas também. Um curso voltado para a diversidade como esse é um diferencial enorme e uma oportunidade muito boa”, finaliza.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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