Histórias de Lacrimejar

Pão e bike: tudo a ver

Pão e bike: tudo a ver


Andar de bicicleta pode ser o primeiro passo para uma vida mais saudável. O segundo pode ser a busca por uma alimentação mais natural. Unir os dois é a proposta de Regina Rodrigues, 44 anos, de São Paulo (SP), empreendedora à frente da Sinhá Cotinha Panificação e aluna do Bike Negócio.

A ideia do negócio surgiu como uma homenagem à sua avó Maria. Nascida em Erechim, no Rio Grande do Sul, ela fez parte da segunda geração de imigrantes italianos que vieram ao Brasil. “Tinha mãos delicadas para doces, bolos e biscoitos e um paladar apurado para fabricar manteiga, queijo, salame e macarrão. Esse conhecimento e sensibilidade é o que reproduzimos aqui na Sinhá Cotinha”, conta.

Assim, em março de 2016 decidiu abrir um pequeno negócio de quitutes sob encomenda, resgatando as receitas de família, adotando outras e criando novas. “Sempre brincamos lá em casa que a farinha está em nosso DNA, que pôr a mão na massa vem desde o berço”, destaca.

Com ingredientes orgânicos e sem conservantes, oferecem alimentos com qualidade e com gosto de “casa da avó”. “Buscamos apresentar produtos especiais trabalhando sempre em busca de melhorias nos processos de fabricação, como a substituição do sal comum por sal marinho e do óleo de soja por óleo de algodão”, salienta.

Para Regina, o trabalho vai muito além do retorno financeiro. “A alegria vem da alma quando falo que sou padeira. Encontrei minha missão de vida e o meu propósito é possibilitar às pessoas comerem alimentos mais saudáveis sem necessariamente serem light, diet, sem glúten... Esse é o meu combustível, que me faz acordar todos os dias e, mesmo diante de todas as dificuldades, persistir no meu sonho”, revela.

Atualmente, a venda é feita em feiras e em parceria com um delivery de hortifrúti orgânicos. Antes de participar da capacitação, a aluna já pensava em aliar a bicicleta ao negócio. Agora, ela quer fazer acontecer. “A ideia é desenvolver uma linha de lanches rápidos para os ciclistas e ofertar nos pontos de encontro ajudando-os a matar aquela fominha de um jeito saudável e saboroso, com o máximo de ingredientes orgânicos.

Essa é a nossa proposta”, explica. No cardápio: pães recheados de 80g sendo 35g de recheio. Inicialmente, serão quatro opções com farinha branca (dois salgados e dois doces) e duas com farinha de trigo integral (um doce e outro salgado).

A bicicleta vai compor o visual no ponto de venda, destacando-se no ponto de encontro dos bikers. “Estudo a viabilidade da bicicleta elétrica para chegar até lá com os produtos. Se o projeto decolar, o piloto começará no Morumbi que é um bairro próximo mim”, acrescenta.

A principal dificuldade, segundo ela, é econômica. “Acredito que em 2019 teremos um ano muito instável, com retração do mercado. As pessoas estão se sentindo muito inseguras. Isso reflete diretamente no consumo”, pontua.

A divulgação da Sinhá Cotinha é feita principalmente pelo boca a boca. Para o negócio com a bicicleta, planejam uma comunicação diferente. “Para criar um vínculo com o ciclista, vamos traçar um perfil bem detalhado. Assim, terá uma comunicação própria”, esclarece.

Conforme Regina, o Bike Negócio valeu muito a pena por possibilitar a ela saber por onde começar a estruturar o novo empreendimento. “Me ajudou a pensar em uma nova frente de negócio com a bicicleta e o pão. Foi uma semana intensa, aprendi bastante, conheci gente nova com experiências profissionais e de vida muito enriquecedoras”, completa.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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