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Favela + arte: Favelart

Favela + arte: Favelart


Já é hora de quebrar de vez estereótipos enraizados na sociedade brasileira. Tem muita gente fazendo arte na favela, sim. Para dar a visibilidade que merecem, Victor Hugo Reis Braga, 24 anos, Ryan dos Passos Oliveira, 24, e Carlos Nazário da Silva Júnior, 25, comandam a Favelart na comunidade Padre Miguel na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

O Empreendedor Cultural, segundo Victor, apareceu para eles durante conversas em um grupo de WhatsApp e não deu outra: correram para se inscrever. “Primeiro porque agregar conhecimento é fundamental. Segundo porque nós já tínhamos procurado cursos na nossa área, mas não achamos, ainda mais ‘0800’ e perto de casa. Os três estavam com tempo livre. Eu consegui folga no trabalho. Então, tudo calhou para participarmos. Vimos que ia ser uma boa oportunidade pra colocar nosso projeto pra frente. Foi maravilhoso”, destaca.

Conforme o jovem, o Favelart surgiu há quatro anos com o intuito de trazer a cultura que consumiam na rua para dentro da comunidade onde moravam. Em outras palavras, é um coletivo sociocultural que visa ocupar o espaço público com o propósito de proporcionar transformação social por meio da arte, do esporte e do entretenimento.

O primeiro trabalho realizado foi o mutirão de grafite intitulado “Favelart, por uma favela mais bela” na comunidade Vila Vintém. “Arrecadamos verbas e recursos com moradores e comerciantes locais, convidamos mais de 15 artistas de todo RJ e espalhamos cores pelos muros contagiando todos”, relembra.

Foi então que se deram conta que só o grafite não era suficiente. “A gente costumava ir a um evento chamado Roda Cultural, um encontro de hip hop pouco conhecido ainda, mas que vimos um potencial grande de transformação territorial e resolvemos levar também esse movimento para a praça onde costumávamos nos reunir”, conta.

A partir da Roda Cultural Favelart, os amigos começaram a enxergar o quão enriquecedor era difundir uma cultura com tantos valores como a do hip hop. “Apesar de todas as dificuldades que se enfrenta para fazer cultura na rua sem recurso, seguimos firme fazendo mais de 20 edições da roda, entre outros trabalhos”, afirma.

A ideia é usar todo conhecimento da metodologia By Necessity para administrar uma novidade: o trailer-lanchonete. “Se conseguirmos o investimento, a gente pretende inaugurar em janeiro. Mas já nos deu uma boa visão de como precificar, como saber a margem de lucro, como ter controle de estoque, entre outras coisas”, acrescenta.

Hoje, o maior objetivo dos empreendedores é tornar o Favelart uma praça autossustentável. “A partir do trailer-lanchonete, iremos captar verbas para o projeto e suas atividades”, salienta. Para isso, conforme Victor, os conteúdos sobre planejamento e pesquisa serão fundamentais.

Para levar o Favelart para cada vez mais gente, além do boca a boca, os besouros visitam outros coletivos e festas para aumentar o networking e divulgar o projeto. Também usam as mídias sociais, como Facebook e Instagram Nos resta desejar muita boa sorte e vida longa a esta missão, social e empreendedora!

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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