Histórias de Lacrimejar

Cerveja é coisa de mulher, sim!

Cerveja é coisa de mulher, sim!


As mulheres não estão só ocupando novas posições no mercado de trabalho. Elas estão ocupando também as mesas de bar. Como forma de empoderar a mulherada e aproveitar esse novo mercado, Roberta Pierry, 31 anos, de Porto Alegre (RS), comanda a Sapatista Cervejas Artesanais. Ela foi uma das alunas da primeira turma do curso Diversidade Empreendedora, que aconteceu na Capital gaúcha.

Os motivos que levaram Roberta a escolher o empreendedorismo não foram exatamente felizes… “Já enfrentei dificuldades no mercado de trabalho, como ser discriminada pela minha aparência logo que me assumi lésbica. E também já fui demitida de uma loja poucos dias depois te ter contado para minha colega de trabalho que era lésbica”, conta.

A partir daquele momento, ela começou a pensar que o caminho, talvez, seria ser a própria chefe e ter um negócio. “Depois, quando já estava na faculdade, comecei a trabalhar em um restaurante, juntei um dinheiro e decidi que iria fazer cerveja. Fui amadurecendo no ramo, juntei mais um dinheirinho e decidi regularizar e abrir minha empresa”, explica.

E por que a besoura escolheu justamente o ramo da cerveja? Amante da bebida, ela resolveu unir a paixão com ativismo. “Já sofri preconceito por ser mulher e estar num bar bebendo sozinha, por exemplo. Claro que de uns anos pra cá isso mudou, mas já foi muito diferente. Então resolvi juntar as coisas: fazer e beber cerveja com o movimento das mulheres, que há milhares de anos eram quem fazia cerveja. A minha marca tem um pouco de tudo isso, da minha identidade enquanto mulher e sapatão”, declara.

A capacitação pela metodologia By Necessity® vai dar um up no negócio, segundo a aluna. “Me ajudou bastante no sentido de estruturar e planificar melhor as minha ideias. Também me deu mais forças pra acreditar na minha causa vendo outras pessoas, mesmo que com produtos muito diferentes, lutando pelo mesmo ideal”, acrescenta.

Um dos conteúdos que mais chamou a atenção da Roberta foi a abordagem sobre o perfil do empreendedor. “É algo que eu não fazia a menor ideia e acredito ter as duas características [planejadora e executora]”, salienta. Para ela, o processo de incubação, que dura 90 dias após o final das aulas, será muito importante. “É o que vai nos mostrar se realmente entendemos como funciona o negócio”, diz.

Hoje, a jovem empreendedora não possui funcionários, uma vez que a produção da cerveja é terceirizada, funcionando como uma “cervejaria cigana”. O próximo passo é trabalhar para incrementar as vendas, hoje feitas diretamente com quem encomenda. “Tô batendo de bar em bar oferecendo amostra para tentar vender”, conta. A divulgação da marca é feita pelas redes sociais, no Facebook e Instagram.

Participar de um curso de empreendedorismo com foco no público LGBTQI+, conforme Roberta, foi muito bom. “Eu acho que isso nos empodera e mostra para a sociedade que não somos menos. Somos como qualquer pessoa. Um espaço assim dá mais segurança e nós nos ajudamos também. Eu não sei se um curso igual com várias pessoas que não os LGBTQI+ teria tanta empatia”, conclui.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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