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Bike pra dentro da empresa

Bike pra dentro da empresa


As bicicletas voltaram para ficar. Se essa é uma verdade, o mundo corporativo precisa também entrar no ritmo. Para ajudar nessa transição, Ana Luiza Carboni, 49 anos, de Niterói (RJ), está tirando do papel a sua ideia após participar do Bike Negócio: a Move Consultoria.

Desde 2014, Ana faz palestras para diversos públicos sobre o uso da bicicleta. Por fazer trabalho voluntário na área, acabaram surgindo convites. “Comecei a perceber a necessidade de falar sobre os benefícios para os negócios e foi assim que a ideia surgiu. Em empresas, é comum terem resistência ao uso deste modal ativo”, explica.

Agora, Ana decidiu sair do trabalho que estava para focar na criação de uma consultoria, com retorno financeiro e não apenas de forma voluntária. “Porque eu acredito que nós temos uma oportunidade aí, já que falamos muito sobre a questão da sustentabilidade”, ressalta.

O objetivo, logo, é falar com gestores para que se possa eliminar a barreira ao uso da bicicleta e falar sobre como mitigar riscos. “Faço trabalho com funcionários, orientando como usar esse meio de transporte de maneira mais segura e confortável”, diz.

Hoje, Ana destaca que já há estudos no Brasil que comprovam que os benefícios são maiores do que os riscos. “Até recentemente não tínhamos dados a respeito do nosso país. Eu ia às empresas e eles falavam que isso acontecia apenas lá fora, não aqui. Era muito comum ouvir isso”, relembra.

No início de 2018, foi publicado o resultado de uma pesquisa sobre o impacto social da bicicleta em São Paulo, a qual mostra relações sobre a melhoria da saúde e o aumento do PIB, por exemplo. “Ano que vem teremos o resultado do Rio”, adianta.

Um dos seus projetos voltado ao ambiente corporativo apresenta as vantagens financeiras para a empresa ao melhorar a condição de saúde e de produtividade do próprio funcionário a partir do uso dos modais ativos, como a bicicleta e o caminhar. As propostas são elaboradas de acordo com a necessidade da organização. “Eu faço diferentes palestras para diferentes públicos”, acrescenta.

Desde criança, a aluna é próxima da bicicleta. “Nasci e fui criada em Niterói, numa época de poucos carros e muita liberdade. Andava de bicicleta na rua. Aos 13 anos, ganhei a minha primeira bicicleta”, lembra. Uma aro 26 (tamanho adulto), com três marchas. Foi sua bike até os 28 anos.
“Fazia tudo de bici. Em 1998, saí do Brasil e usei menos até voltar para cá em 2014. Uso a bicicleta diariamente e fui me engajando com os movimentos da cidade e no Brasil”, diz. Em novembro, ela participa do Encontro Nacional da ONG Bike Anjo em Belém (PA).

Conforme Ana, o curso a ensinou a fazer o plano de negócio e a se organizar para criar algo que tenha sustentabilidade. “Mais do que as aulas presenciais, fundamental é a incubadora para poder fazer um planejamento com mais tempo”, avalia.

Os próximos passos já estão definidos. “Vender a ideia é sempre um desafio. Por isso preciso estruturar o projeto de maneira sólida antes de começar e iniciar a apresentação para as empresas. Meu planejamento é iniciar as atividades no ano que vem”, completa.

Redação: Priscilla Panizzon/Agência Besouro

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